Pular para o conteúdo principal

A viúva da botija de azeite







1 Certa mulher, das mulheres dos discípulos dos profetas, clamou a Eliseu, dizendo: Meu marido, teu servo, morreu; e tu sabes que ele temia ao SENHOR. É chegado o credor para levar os meus dois filhos para lhe serem escravos. 2 Eliseu lhe perguntou: Que te hei de fazer? Dize-me que é o que tens em casa. Ela respondeu: Tua serva não tem nada em casa, senão uma botija de azeite. 3 Então, disse ele: Vai, pede emprestadas vasilhas a todos os teus vizinhos; vasilhas vazias, não poucas. 4 Então, entra, e fecha a porta sobre ti e sobre teus filhos, e deita o teu azeite em todas aquelas vasilhas; põe à parte a que estiver cheia. 5 Partiu, pois, dele e fechou a porta sobre si e sobre seus filhos; estes lhe chegavam as vasilhas, e ela as enchia. 6 Cheias as vasilhas, disse ela a um dos filhos: Chega-me, aqui, mais uma vasilha. Mas ele respondeu: Não há mais vasilha nenhuma. E o azeite parou. 7 Então, foi ela e fez saber ao homem de Deus; ele disse: Vai, vende o azeite e paga a tua dívida; e, tu e teus filhos, vivei do resto. (1ºReis 4.1-7).



Você já deve ter passado por situações difíceis em sua vida. Talvez uma notícia de enfermidade, quem sabe um parente que está envolvido com drogas. Pode ser que seu casamento teve um desfecho que você não esperava. Ou ainda, um familiar teve o infortúnio de ser incluído no rol de culpados por algum crime. Minha oração é para que você não passe por nenhuma dessas situações, mas há sempre um motivo para que nossa tranquilidade seja abalada. E sabe, problemas são coisas que nos escravizam de alguma forma. Isso acontece porque pessoas responsáveis não desdenham de uma situação preocupante, porque é da natureza da responsabilidade a solução de problemas. Mas diante de uma situação ruim você age por conta própria ou busca ajuda? Te convido a pensar sobre o exemplo da viúva da botija de azeite.
A mulher do texto acima tem algo especial a nos mostrar por sua nobre atitude. Mas antes de entrarmos nas considerações sobre a ação dessa mulher, precisamos esclarecer que algumas injustiças têm sido dito sobre a ela por aí. Certa vez eu havia terminado tudo o que me propunha a fazer no computador e me sobrava tempo, então busquei alguma mensagem na internet que me pudesse ajudar a refletir sobre determinado assunto. E acredite, tem muita coisa boa na rede mundial, mas é necessário garimpar bem, examinar tudo e reter o que é bom (1º Ts 5.21), só o que é bom.
Algumas mensagens de outros pregadores nos inspiram a também esboçarmos nossas mensagens. É verdade que Deus já fechou a inspiração da bíblia no sentido de ter terminado o que poderia ser considerado como sagradas letras, sagradas escrituras, ou cânone sagrado. Mas, sou de opinião que ele continua inspirando homens e mulheres para falar conosco de forma pontual e individual, portanto, eu acredito em mensagens inspiradas por Deus para nos ensinar, corrigir e assim por diante. Mas há algumas mensagens que não podemos aproveitar na íntegra porque às vezes, no afã de transmitir uma lição, o pregador ou até o ensinador lança mão de alguma licença para cometer injustiças em relação a alguém ou fazer alegorias e colocações inadequadas. Isso pode ocorrer até com renomados, experientes, honestos e respeitados pregadores.
E sabe de uma coisa? É muito bom saber que até os mais experientes pregadores cometem erros. Isso serve para que não nos coloquemos em pedestais e achemos que seremos brilhantes sempre. Se um pregador cheio de qualidades pode cometer deslizes, por menores que possam ser, os principiantes talvez corram mais riscos. Portanto, sejamos atentos ao nosso procedimento e muito, mas muito cautelosos na hora de falarmos sobre a bíblia e seus personagens. A forma como nos expressamos sobre as coisas de Deus pode determinar a eternidade de nossos ouvintes.
Sobre as injustiças a que me referi acima, já ouvi dizer que essa mulher ensinou a até o ofício da mendicância para os filhos causarem algum tipo de comoção no profeta Eliseu. Já ouvi que o discurso dela indicava que ela queria uma indenização do rancho do profetas porque o marido era servo de Eliseu. Já foi dito que ela tinha o azeite em casa mas não disse de pronto em resposta à pergunta do profeta porque não valorizava o que possuía. Há ainda outros que dizem que essa mulher era uma pessoa de fé pequena por causa da cessação do jorrar do azeite em função do término das vasilhas e por aí vai.
Claro, tudo isso são coisas que rejeito profundamente. Com palavras bem elaboradas todas essas acusações podem até ter aparência de verdade, mas não passam de falácia. É o final do texto sobre ela que dá prova de que ela foi ao profeta com honestidade e voltou com fé. Assim, deixemos claro que é injusto dizer que a viúva buscou a face do profeta para fazer algum tipo de cobrança ou exigir algum tipo de direito. Definitivamente não foi isso que a motivou. E também nunca lhe faltou fé, na verdade sobra má-fé da parte daqueles que buscam defeitos nela.
Fiz questão de falar sobre essas afirmações injustas, porque muitas vezes são ditas por pregadores renomados, pastores conhecidos, e também porque muitas dessas afirmações estão contidas em mensagens disponíveis nos sites de vídeo da internet que são ferramentas fantásticas de passar informações, tanto as corretas como as duvidosas, ou ainda, as injustas. Pela disponibilidade as pregações estão propícias à propagação, e por terem sido ditas por pastores de muito crédito podem não ser avaliadas com o devido critério.
Terminadas as considerações acima, vamos ao que pode nossa personagem nos ensinar. Começamos fazendo um rápido panorama de sua situação. Ela se encontra com uma causa de difícil solução, pois, seu marido morreu e deixou uma dívida que tinha como garantia única a mão de obra de seus filhos. E sabemos que se trata de uma dívida porque em seu diálogo com o profeta ela menciona o credor que vem buscar seus filhos para serem escravos (v. 1d). Ela vive num contexto em que uma dívida não quitada ensejava a servidão do devedor e/ou de seus filhos para com o credor, levando os primeiros a trabalhar para o segundo até o jubileu (Lev. 25.39-51), ou quitação da dívida, enfim, o que ocorresse primeiro. Em suma, essa era a sua situação.
A viúva em questão começa ensinando que diante de uma dificuldade não se pode agir pelo óbvio. Ela não tentou negociar com o credor, não tentou fugir da localidade com seus filhos, não parece ter buscado conselhos com terceiros fora de seu círculo de fé, não tentou buscar novo empréstimo para garantir a permanência de seus filhos em casa. Ao menos o texto bíblico não nos leva a entender que ela tivesse agido por um dos pontos citados ou tivesse adotado qualquer atitude de desespero. Mas existem aquelas pessoas que diante de uma situação adversa pensam numa série de soluções, depois pegam todo seu plano e colocam à disposição de Deus, isso quando não jogam só planos contra Ele. A partir daí elas esperam que Deus aja pelos planos que elas esboçaram. Sem contar que não raras vezes elas mesmas tomam suas providências e pedem pra que Deus abençoe o que elas já fizeram. Na concepção dessas pessoas o SENHOR tem que agir sem ao menos ter sido consultado sobre qual a melhor posição a ser tomada.
Mas nossa personagem não agiu por impulso. Veja, ela era esposa de um dos discípulos dos profetas. Quando seu marido morre ela procura o profeta. O que ela observa na vida de seu marido é que ele temia ao SENHOR (v. 1c). Ora, sendo o marido dela um discípulo de profeta e que ele temia ao SENHOR, ela só poderia recorrer ao homem de Deus que ensinou a seu marido o que ele conhecia sobre Deus, que por sua vez passou a lição para a família.
Ela poderia não ter conhecimento do ofício de profeta, mas sabia o que era servir a Deus e o que significava temê-lo. Diante disso, ela busca orientação da parte de um servo de Deus. No momento de dificuldade ela se lembrou do que seu marido certamente compartilhou a respeito do que Deus já havia feito por intermédio de seu mestre Eliseu. O capítulo 3 de 2º Reis traz relatos de alguns acontecimentos operados por meio do profeta Eliseu após o arrebatamento do profeta Elias. Certamente o falecido havia contado essas proezas em casa, e disso ela se lembrou quando o marido morreu e o cobrador bateu à porta.
É triste saber que quando da morte de um ente querido algumas pessoas lembram de um vasto vocabulário de lamúria e xingamentos, ou do caminho do bar para se refugiar numa bebida alcoólica. Diante de doenças algumas pessoas se lembram do endereço da benzedeira. Quando chega uma cobrança correm para o banco solicitar novo empréstimo. Tem aquelas mulheres que quando suspeitam do deslize do marido vão ao salão de beleza para contar quão fácil anda seu marido e acabam fazendo tanta propaganda ruim que não percebem o risco de elas mesmas estarem a incentivar uma investida contra o matrimônio. Não é o caso aqui de justificar a escapada de ninguém, mas de alertar sobre com quem e o que você fala quando está em dificuldade. O exemplo da nossa personagem é digno de ser imitado. Quando problema se avolumou ela foi buscar a face de alguém de compromisso com Deus. Ela contou tudo ao homem de Deus.
Diante da exposição dos fatos, Eliseu tocado pela situação da viúva pergunta o que ela tem em casa. A pergunta de Eliseu é: Que te hei de fazer? (v.2) E ele emenda com a seguinte ordem: Dize-me que é o que tens em casa(v.2). Noutras palavras, Eliseu está perguntando o que é que ela possuía em casa que desse para reverter em recurso financeiro. Conforme a resposta da mulher seria o conselho do profeta. Aqui vale lembrar que Deus não estava limitado a um tipo de ação, mas o profeta devidamente instruído por Deus daria à solicitante as orientações de acordo com os recursos que ela possuía e a fé que demonstrasse. Os parcos recursos daquela mulher não eram ocultos para Deus, embora fossem desconhecidos de seu servo. A viúva já havia aberto o coração para o homem de Deus, isso por si já a coloca num compromisso com a verdade. Agora não dá para mentir nem para contar vantagem. É preciso assumir que a dificuldade é real. Foi o que a viúva fez e os recursos são poucos.
Nesse verso 2, buscando pela memória, ela se lembra e responde que tem uma botija de azeite, ou uma botija com azeite. Não sabemos a capacidade exata dessa vasilha, mas sabemos que provavelmente era pequena e estreita. De acordo com a língua portuguesa trata-se de um vasilhame estreito, de boca fina com gargalo. A palavra botija em português se assemelha na escrita e na pronúncia com botella em espanhol, que traduzida para o português é garrafa. Garrafa por sua vez é um vasilhame com capacidade de armazenamento de cerca de 750 mililitros de substâncias líquidas. No caso em questão, levando em consideração o fato de que azeite era caro na época da passagem em que nos prendemos, não há porque não acreditar que a viúva tinha pouca quantidade de azeite em casa. Sendo assim, um grande milagre está por acontecer e é grande exatamente pela escassez de recursos daquela mulher.
Depois de saber o que a viúva tem em casa, o profeta dá as orientações necessárias. No verso 3 ele manda a mulher voltar para sua casa com sua família e sair pela vizinhança pedindo em empréstimo vasilhas vazias ao máximo que pudesse. Já no verso 4 o profeta manda que ela, depois de pegar as vasilhas emprestadas, entre com seus filhos em casa, feche a porta e sigam o que lhes foi orientado a fazer, ou seja, que ela acompanhada de seus filhos começasse a despejar o azeite de sua botija no vasilhame emprestado até que todos os recipientes estivessem cheios.
Aqui uma pergunta: Caso você tenha passado por uma situação difícil e precisou buscar um conselho de um homem de Deus, o que você fez com a orientação recebida? Não são poucas as vezes que as pessoas quando enfrentam um problema em princípio fazem o certo, consultam um homem de Deus – bem, na verdade você pode consultar a Deus sozinho, mas se entender que deve ser auxiliado por alguém, não exite, busque ajuda o quanto antes. Mas não basta só pedir ajuda, é preciso confiar que um conselho vindo de um servo de Deus é um bom conselho. Algumas pessoas pedem auxílio para um irmão, mas depois de auxiliadas não seguem orientação nenhuma. Agem por si mesmas. É como se estivessem apenas querendo satisfazer uma curiosidade. Deixe-me dizer uma coisa, não desonre seu irmão se desfazendo do que ele te orientou, a menos que tenha certeza de que o conselho não vem de Deus, nesse caso, você nem deveria ter recorrido a essa pessoa.
Já a viúva, depois de ter conseguido muitas vasilhas emprestadas, acompanhada de seus filhos entrou em casa e fechou a porta e começou o processo de enchimento das vasilhas com o azeite (v. 5). A mulher seguiu à risca o que foi dito pelo profeta. Cada etapa foi devidamente observada. Empréstimo das vasilhas, fechamento da porta da casa com a família dentro e distribuição do azeite nos recipientes. Uma vez que ela seguiu o conselho do profeta o resultado foi de grande proveito. O que era pouco agora é suficiente, no lugar de desespero chegou a esperança, onde antes não havia perspectiva brota ânimo para cumprir um mandado até o final.
Detalhe importante, ela segue o conselho de se trancar em casa porque está implícita a compreensão de que milagres não são coisas para exibicionismo. Podem e devem ser testemunhados sim, o que não pode é serem usados como espetáculo enquanto estão sendo realizados. Isso pode mudar o foco da audiência fixado em Deus para o beneficiário do milagre, como se o poder estivesse em quem é alvo do milagre e não em quem o realiza.
No verso 6, observamos que ela pede mais uma vasilha a um de seus filhos, porém, agora tudo o que havia estava cheio. Aquela mulher que comparece ante o profeta com uma dificuldade a relatar, com o temor de perder seus filhos para o credor, sem esperança aparente, agora transborda em fé. Ela pede mais uma vasilha porque sabe que havendo novo recipiente há a certeza de que será enchido. Quando se lê que ela pede nova vasilha para despejar azeite, o foco não deve estar em que acabaram as vasilhas, mas deve estar em que ela crê que vai continuar jorrando azeite enquanto tiver onde depositar.
E aproveito aqui para uma reparação pontual em relação à nossa personagem. Certa vez estava numa determinada igreja e a mensagem era exatamente sobre este texto de 2º Reis 4.1 – 7. Acredito que foi a primeira oportunidade em que ouvi uma injustiça contra a viúva. Lembro-me que quando o pregador chegou no momento de falar sobre ter acabado as vasilhas, ele disse que acabaram porque faltou fé à mulher. Segundo ele, se houvesse fé suficiente ela teria angariado muito mais vasilhas emprestadas. Diante de afirmações como essa me vêm à mente algumas perguntas: Terão os acusadores dessa mulher esquecido que ela seguiu as orientações do profeta para buscar vasilhame na vizinhança? Se ela não acreditasse num milagre não perderia seu tempo. Será que alguém que acusa essa mulher de não ter fé suficiente já considerou o tamanho do imóvel onde ela morava e que poderia não caber tantas vasilhas? Será que os acusadores sabem quantos litros de azeite o milagre reproduziu? Não seria melhor dar a ela um voto de confiança, concordando que se ela pediu mais uma vasilha foi porque sua fé acreditava na continuidade do milagre? Será que é possível aos caçadores de defeitos na viúva deixar de confundir abundância com ostentação?
Ao final do verso 6 temos a informação de que o azeite acabou, tendo em vista acabar também as vasilhas. Já no verso 7 vemos que a viúva volta a falar com o profeta. Ela traz a boa notícia de que um milagre aconteceu, e não foi pouca coisa, foi a escassez transformada em fartura. E não só isso, esse versículo traz implícito que houve nova consulta, isso porque há nova orientação vinda de Eliseu. O profeta manda a viúva vender o azeite milagrosamente reproduzido, pagar a dívida e viver com os filhos sustentando-se do resto. Ora, a nova orientação do profeta nos faz pensar numa atitude de total submissão a Deus da parte da nossa personagem porque cada passo era dado sob novo conselho. O que ela possuía agora era suficiente para pagar a dívida e depois sustentar a família. Isso foi realizado por meio da fé.
Veja, o retorno da viúva aos pés do profeta serve para reparar uma injusta difamação. No rol de injustiças detectadas que citei acima, consta que a mulher procurou o profeta com motivações erradas, segundo alguns pregadores desavisados, ela queria receber alguma indenização. Na verdade, ao observarmos que ela busca por Eliseu na escassez e depois o procura também na provisão, só nos permite concluir que em todas as circunstâncias de sua vida seu único interesse em ver o profeta era agir sob orientação de um homem de Deus. Ela não fez nada por si mesma enquanto estava sem esperança e de igual forma nada fez quando tinha recurso em abundância. Todas as ações praticadas por nossa personagem nesse texto foram embasadas em orientações de um homem de Deus. É um lindo testemunho, cada passo foi dado sob dependência da ação e orientação de Deus por meio do profeta. Isso seria muito mais fácil entender se as pessoas deixassem de divinizar os profetas e tentar encontrar qualidades nas pessoas que têm encontro com esses homens de Deus.


Refletindo sobre as lições

Ninguém está livre de um percalço na vida. A questão é: Que tipo de atitude você toma diante das demandas que se apresentam? Meu conselho é que você reconheça que tem um problema, identifique-o e vá buscar a face de Deus sempre. Mas se você não está em condições de fazer isso sozinho, busque alguém que possa te ajudar, alguém que seja de Deus. Eu mesmo já passei por momentos em que me sentia tão fraco que era melhor pedir ajuda em oração. Não há nenhum demérito nisso. O que não pode é se sentir fraco, se fazer orgulhoso e não reconhecer que existe um problema. A negação é uma espécie de soberba, e a soberba precede a ruína (Pv 16.18).
Primeira lição. A viúva não negou que estava com um grande problema, ela sabia exatamente qual era, e o identificou corretamente. Era o risco de escravidão de seus filhos em função de uma dívida do marido. Mas ela também sabia que precisava de ajuda e onde deveria buscar. Não há na bíblia qualquer informação de que ela antes de se dirigir ao profeta tivesse ido buscar ajuda de vizinho, tivesse tomando alguma atitude impensada ou que estivesse cheia de planos. Nada disso. Ela simplesmente foi relatar a Eliseu a sua situação. Segunda lição. Depois dela contar seu drama, Eliseu pergunta o que ela tem em casa, ao que ela respondeu, uma botija de azeite. Ou seja, apresente seus recursos para Deus, por menores que pareçam ser esses recursos, a partir daí deixe que o SENHOR decida se usará esses ou te dará outros recursos.
Lição número três. Já que buscou o conselho de um servo ou serva de Deus, siga-o. De nada se aproveita pedir conselhos que não serão levados em consideração. Não tire a oportunidade de outra pessoa ser ajudada se você vai desprezar a palavra do ajudador. Após ouvir o relato da mulher e que tipo de recurso ela possuía, o homem de Deus dá conselhos para a viúva de seu discípulo. Cada conselho foi recebido e obedecido na íntegra pela mulher. A quarta lição que aprendemos com essa mulher é que um dos conselhos recebido e aplicados foi o de fechar-se em casa com os filhos durante a realização do milagre da multiplicação do azeite. Isso quer dizer: Não faça uma espetacularização da ação poderosa de Deus.
A quinta lição é curta e simples. Coloque sua fé em ação. Se Deus disse que vai agir no pouco, tenha ele falado pessoalmente ou por seu servo, não importa, o que importa é que você deve acreditar. Sexta lição, não abandone a presença e a graça do SENHOR. O fato de Deus ter resolvido nossa demanda não quer dizer que ele agiu pra se ver livre de nós. Lembre-se, Deus age em nosso favor por puro amor puro. Sua ação deve nos levar a glorificar o seu nome e nos fazer ficar mais dependentes dele. Foi isso que a viúva fez. Após receber o milagre continuou dependendo da resposta de Deus para os próximos passos. Que possamos ser gratos a Deus e permanecer na dependência dele. Não importam as circunstâncias, que estejamos sempre buscando a orientação de Deus.


Para Pensar

Todo homem possui uma dívida que pode condená-lo à escravidão eterna. São os pecados. E nada poderá ser feito em favor de quem quer que seja se não houver confiança na ação de Deus para mudar isso. Aliás, Deus já agiu por meio de seu filho Jesus que morreu por nós, e por ele foi cancelado o escrito de dívida (Col. 2.14). Tal como a viúva acreditou na solução de sua dívida, o pagamento da dívida de todo homem depende de ele crer no sacrifício de Jesus. Melhor ainda, depende do homem aceitar que Jesus já pagou a dívida.

Imagem disponível em: https://www.google.com.br/search?q=imagens+de+botija+de+azeite&tbm=isch&imgil=VcMtODCnyVKADM%253A%253BXRtw6dBb9gcKrM%253Bhttp%25253A%25252F%25252Falinedmlessa.blogspot.com%25252F2012%25252F03%25252Fvasilha-de-azeite-da-viuva.html&source=iu&pf=m&fir=VcMtODCnyVKADM%253A%252CXRtw6dBb9gcKrM%252C_&usg=__x1ICo7AfVm1bzZ2P4OyFKLe3k2Q%3D&biw=1366&bih=662&ved=0ahUKEwj-vI3Yj-zUAhWGkpAKHTLkCo0QyjcIQA&ei=fLNZWf6OMoalwgSyyKvoCA#imgrc=evC1CK4uozXD4M:

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

O tchó do mato e o espertinho da cidade grande

Desde as eleições presidenciais de 1989 o Senador Ronaldo Caiado alerta para o fato de que Lula não é tão probo quanto se alardeia. Eu ainda era um adolescente quando assistia aos programas eleitorais com meus pais e irmãos e Caiado já denunciava que Lula viajava nos jatinhos de grandes empresários de vários ramos e assim ia se comprometendo como se tivesse pegando empréstimos dando em garantia suas pretensas ações em eventual governo. Como dizia Collor, "O Tempo é o Senhor da Verdade". O senhor da verdade amadureceu e mostrou que realmente Caiado tinha razão. O sonho de Lula se realizou e ele se tornou o Presidente do Brasil. Não demorou muito para que todos soubéssemos que o Lula dos discursos éticos era só fachada, e com ele a fachada de todo um partido, no caso, o PT ruiu. O mensalão, caso que todos conhecemos, trouxe à tona o lado de Lula que só o “profeta” Caiado tinha coragem de mencionar. Depois disso, já no governo de Dilma, a sucessora de Lula, por volta de março de…

Restauração, redefinição e reciclagem para propagação do Reino de Deus

Existem alguns aspectos da vida e da missão cristãs que precisam ser resgatados para que o reino de Deus triunfe e a palavra de Deus seja conhecida em todo o mundo, bem como a adoração prefeita seja por fim estabelecida. Dentre esses aspectos, cito três.
Os três itens escolhidos abaixo se justifica, ao menos sob meu prisma, porque estão fortemente ligados, ao que parece irremediavelmente relacionados. Isso porque reino de Deus tem tudo a ver com confins da terra, seja por abrangência geográfica, seja por compromisso com resgate de almas e implantação da vontade Deus na vida das pessoas e ação influenciadora para transformação social onde o evangelho chegar. Por fim, a educação teológica deve desempenhar papel importante para que se tenha em mente a restauração, a redefinição e reciclagem. Palavras encontradas nos itens respectivamente tratados. Assim, eia ao comentário dos itens escolhidos.

Explicitar visivelmente a fé na restauração do conceito do reino de Deus dignificando a vida huma…

A Missão, Originada em Deus, atribuída à Igreja e Praticada no Mundo

Quero compartilhar com vocês algo que tenho aprendido na Faculdade Teológica Sul Americana de Londrina. Desde já, informo que se houver interesse, este trabalho pode ser usado pelos leitores em seus próprios trabalhos. Boa leitura e que Deus os abençoe!







A Missão, Originada em Deus, atribuída à Igreja e Praticada no Mundo

Introdução

Para que se possa fazer um trabalho de missões próspero e preciso, é necessário compreender a dinâmica do mundo atual com sua relatividade moral e ética e demais características. Saber, por exemplo, que esse mundo se debate em conflitos sociais e combate às injustiças, mas é desorientado sobre o significado do que vem a ser a paz social, pois cria mais conflitos do que os que pretende sanar. Acelera o pensamento defendendo padrões diferenciados de comportamento, insistindo que a verdade que vale num local ou num determinado grupo de pessoas não pode ser tida como verdade para todos. O mundo produz conhecimento e pensamento abundantes, mas está à deriva, confu…